Ataques cibernéticos crescem 44% no Brasil; IA soberana ganha espaço como estratégia de defesa
Especialista da Aquarela Analytics afirma que o avanço das ameaças digitais exige modelos nacionais de Inteligência Artificial para aumentar a resiliência cibernética de empresas e setores estratégicos. São Paulo, agosto de 2026 – Organizações brasileiras sofreram, em média, 4.001 ataques cibernéticos por semana em junho de 2026, alta de 44% em relação ao mesmo período do […]
Especialista da Aquarela Analytics afirma que o avanço das ameaças digitais exige modelos nacionais de Inteligência Artificial para aumentar a resiliência cibernética de empresas e setores estratégicos.
São Paulo, agosto de 2026 – Organizações brasileiras sofreram, em média, 4.001 ataques cibernéticos por semana em junho de 2026, alta de 44% em relação ao mesmo período do ano anterior, segundo levantamento da Check Point Research (CPR). O avanço das ameaças, impulsionado pelo uso crescente de Inteligência Artificial (IA) por grupos criminosos, aumenta a pressão sobre empresas e órgãos públicos para fortalecer suas estratégias de segurança digital.
A popularização da IA generativa vem transformando o cenário da cibersegurança. Ferramentas que antes estavam restritas a especialistas passaram a ser utilizadas para automatizar tentativas de invasão, criar campanhas de phishing mais convincentes, explorar vulnerabilidades em maior escala e desenvolver códigos maliciosos cada vez mais sofisticados. Como consequência, organizações precisam adotar tecnologias capazes de antecipar riscos, e não apenas responder aos ataques depois que eles acontecem.
Para Marcos Santos, CEO da Aquarela Analytics, empresa brasileira especializada no desenvolvimento de soluções de Inteligência Artificial para os setores corporativo e industrial, esse cenário reforça a importância de investir em modelos nacionais de IA capazes de reduzir a dependência tecnológica em áreas estratégicas e ampliar a capacidade de prevenção a incidentes.
“Não podemos tratar a segurança dos nossos sistemas como uma commodity importada. À medida que os ataques se tornam mais sofisticados e utilizam Inteligência Artificial para ampliar seu alcance, o Brasil precisa de soluções desenvolvidas para sua própria realidade. Soberania tecnológica é uma questão de segurança nacional e também de competitividade”, ressalta Santos.
Segundo o executivo, o crescimento dos ataques está diretamente relacionado à automação das ofensivas digitais, ao roubo e vazamento de credenciais de acesso e às ações direcionadas contra infraestrutura crítica e serviços essenciais. Nesse contexto, modelos de IA desenvolvidos no país permitem antecipar vulnerabilidades, simular cenários de risco e responder a incidentes com maior precisão, preservando a propriedade intelectual, os dados sensíveis e o controle operacional das organizações.
“O diferencial estratégico está em transformar grandes volumes de dados em inteligência para prevenir ataques antes que eles ocorram. Muitos provedores de como ChatGPT e Claude, bloqueiam esses tipos de análise defensiva em seus guardrails, pois eles inferem que a informação possa estar sendo usada para ataque e não defesa. Então na hora que uma invasão está na eminência de ocorrer, esses provedores podem se negar a responder no momento mais necessário. Quando empresas e governos utilizam modelos sob seu próprio controle, ganham autonomia e previsibilidade para proteger operações críticas, reduzem riscos associados à dependência tecnológica externa e aumentam sua capacidade de resposta diante de ameaças cada vez mais sofisticadas”, explica o especialista.
Para o CEO da Aquarela Analytics, a evolução da cibersegurança passa por uma mudança de paradigma: sair de um modelo predominantemente reativo para uma abordagem preditiva, baseada em Inteligência Artificial capaz de identificar vulnerabilidades antes que sejam exploradas. “Nesse cenário, o fortalecimento de tecnologias nacionais tende a se tornar um diferencial estratégico para proteger dados, operações críticas e a infraestrutura digital do país”, finaliza Marcos Santos.
Sobre a Aquarela Analytics
Há mais de 12 anos no mercado, a brasileira Aquarela Analytics é uma empresa pioneira em inteligência artificial e análise de dados, impulsionando a jornada de Transformação Digital rumo à Indústria 4.0, caracterizada pela integração de tecnologias digitais e físicas, como Internet das Coisas (IoT), inteligência artificial, Big Data, Gen AI e computação em nuvem. Com uma abordagem vanguardista e pragmática e uma equipe de profissionais em 15 estados e mais 3 países, a Aquarela oferece serviços e ferramentas para otimizar processos, aumentar a eficiência e tomar decisões estratégicas orientadas a dados.
Nascida em Florianópolis, a empresa em seus estágios iniciais passou por vários programas de aceleração, entre eles o Scale Up da Endeavor e o Midi tecnológico/Acate, em 2022 e ganhou o prêmio CNI como Empresa Inovadora em Produto, ainda neste mesmo ano. Recebeu mais de 10 milhões de reais em investimentos vindos da Votorantim Energia (hoje Auren Energia). Atualmente, a empresa e não mais startup, conta com o Aquarela Data Platform – ADP para implantação automatizada de Data Lakes, e com a linha Tactics para Roteirização Inteligente, Precificação Dinâmica e Compra e Venda de Energia, e ainda a linha SAM para manutenção preditiva e prescritiva. Seu diferencial, buscado por grandes empresas do Brasil e do Mundo, como Mercedes Benz, Scania, SolarBR Coca-Cola e Embraer, reside no uso de sua plataforma de dados e de sua metodologia própria, a DCM (Data Culture Methodology), desenvolvida para avaliar e propor mudanças estratégicas para que empresas evoluam a maturidade analítica e desenvolvam uma cultura baseada em dados.
Mais informações: https://aquare.la/
